Sobre Mucugê e a Chapada Diamantina

Localizado a 448 km de Salvador, com uma população de mais de 15 mil habitantes, a 960m do nível do mar, encravado no peito da Chapada Diamantina, esta bela, florida e bucólica cidade é rodeada por serras, grutas, rios e cachoeiras de uma beleza ímpar.
A cidade de Mucugê foi oficialmente fundada em 1844, com o nome do rio que a cerca, que por sua vez se referia a uma fruta comida pelos índios. A cidade já teve vários nomes, sendo eles: Povoado de Mucugê, Freguesia de São João do Paraguaçu, Santa Isabel do Paraguaçu e por fim Mucugê.


A região, que desde o início do século XIX era parcialmente ocupada por fazendas de gado, foi a primeira a atrair os exploradores ávidos por novas jazidas de pedras preciosas. A história oficial conta que o primeiro diamante encontrado na região contou com a ajuda da sorte: em 25 de junho de 1844, o afilhado do imponente coronel “Cazuza do Prado”, Cristiano Pereira do Nascimento, achou, por mero acaso, uma pedra preciosa enquanto lavava as mãos no riacho das Cumbucas. Desde então, foram encontrados diamantes em abundância, reunindo no local mais de 1.200 pessoas, o que originou o povoado de Mucugê do Paraguaçu.


Após a revelação sobre as jazidas de diamante houve uma corrida desenfreada em busca do sonho da riqueza rápida, atraindo para Mucugê, uma população de mais 30.000 habitantes. No apogeu do ciclo do diamante, a prosperidade vívida por Santa Isabel do Paraguaçu repercutiu até a Europa. Pessoas de vários locais do país e estrangeiros (árabes, judeus, franceses) misturavam-se com centenas de escravos vindos da África. A descoberta de jazidas de diamantes no sul da África em 1870, deu início à decadência das Lavras Diamantinas, que só perdurou por mais algumas décadas, devido á exploração de carbonatos, que são diamantes escuros de alto valor comercial na época empregada em larga escala na indústria européia como matéria-prima para a produção de ferramentas, brocas e perfuratrizes para abertura de poços de petróleo, escavação de túneis para ferrovias.


De aproximadamente 30.000 habitantes, em 1960 a cidade de Mucugê passou a ter um número aproximado de 300 habitantes. Assim, Mucugê voltou a suas origens e sua economia voltou a ser baseada na agricultura e bovinocultura.
Na década de 80 do século XX, Mucugê ressurge com a cafeicultura, sendo reconhecida pelo Instituo Brasileiro de Cafeicultura. Nesta mesma década começam as plantações de batata irrigada e Mucugê se recupera da crise pós-diamantes. Atualmente a economia local é subsidiada pela agricultura e pelo turismo.


Mucugê mostra sua história através de seu legado cultural, sua arquitetura ora neoclássica, ora neo-gótica, fazendo com que o centro histórico fosse tombado em 1980, pelo Iphan; e seu patrimônio natural com cachoeiras, vales, fauna, e flora; sendo que grande parte das belezas naturais de Mucugê estão dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina.


Destacam-se as seguintes atrações em Mucugê:

Cachoeira do Tiburtino (foto), das Andorinhas, do Cardoso, da Sibéria, Três Barras e Cascata da Piabinha.Vale do Paty.

 

Parque Municipal de Mucugê onde estão o Projeto da Sempre-Vivas (foto) e o Museu Vivo do Garimpeiro

 

Parque Nacional da Chapada Diamantina que tem uma grande extensão composta por 24 municípios entre entre Mucugê

Cemitério Bizantino

Centro Cultural entre outros.